segunda-feira, 28 de abril de 2008

COMO O POVO CANTA

http://poemia.wordpress.com/category/ditados-populares/
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Pobre quando põe a mão no bolso, só tira os cinco dedos

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√ Pelo céu vai uma nuvem,
Todos dizem bem na vi!
Todos falam e murmuram,
Ninguém olha para si

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√À minha porta está lama,
À tua está um lameiro:
Quando falares de mim,
Olha para ti primeiro!…

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Fui - me lavar ao rio turvo,

Ecorregou - me o sabão,

Abracei - me com as rosas,

Ficou - me o cheiro na mão.

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Se a saudade fosse pão
Como o pão que a gente come,
Com a mó do coração
Não se morria de fome

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Apesar de ser tão pobre,
Deixem – me, ao menos, cantar!
Um grilo vale um tostão
E não o mandam calar.
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A Escritura Sagrada
Lá diz que uma mulher má
Não há fera não há nada
Pior no mundo: e não há.
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Assobiaste ao loureiro,
Regalaste o teu peitinho,
Agora estás na gaiola,
Paciência, passarinho!
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Encontrando um grão de areia,
Disse a inveja ao seu vizinho:
Só ando a encontrar montanhas
No meio do meu caminho.
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Eu pedi a Santo António
Que me desse um namorado:
Deu – me logo dois à escolha,
Ficou o caldo entornado.
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Pobreza não é vergonha
Nem devia ser tristeza…
Tristeza é ter, como tantos,
Pão alheio à sua mesa
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Eu tenho ainda uma espr’ança

De tornar a ver – te… E então,

Conservo – a bem na lembrança

Dando alento ao coração.


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O amor como o dinheiro
Não pode andar encoberto
O dinheiro é chocalheiro
O amor desinquieto
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A verdade nua e crua
É comparada ao azeite
Que vem sempre à tona d’água
Por mais água que se deite
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Por qualquer rumo que sigas,
O que te espera não sei;
Por isso, é bom que não digas:
- Desta água não beberei!
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Quatro e cinco são nove,
Já se acabou a novena,
Quem vive com pouco gosto
Morre sem ter muita pena
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Com os pássaros do chão
Eu me quero comparar:
Andam vestidos de penas
O seu alívio é cantar
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Ó rio, não levas água
Levas sumo de limão;
Quem não quer que o mundo fale
Não lhe dê ocasião.
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Não te fies em lamenteos
Nem em certas choradeiras
Que outro proveito não têm
Senão de encher as carteiras.
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A fonte do Outeirinho,
Por falta de água secou...
Morreu cheinha de sede
Quem tanta sede matou!
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O amor é como a lua,
Quando não cresce mingua.
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Já lá vai, já se acabou
O tempo dos agriões;
Arrabaças também servem
Em certas ocasiões
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Não sei o que têm as horas,
Não sei como o tempo faz:
Tão longo,! quando demoras
Tão breve, quando estás!
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Sei que andas de mal comigo
Por causa das embrulhadas,
Se tens dor de cotovelo
Deita-lhe urtigas pisadas.
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Dou mil voltas à cabeça
Para saber, com verdade,
Onde é que o sonho começa
E termina a realidade.
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Pobreza não é vergonha
Nem devia ser tristeza...
Tristeza é ter como tantos,
Pão alheio à tua mesa

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Felicidade da terra
É rosa aberta em silvedos:
Se não se colhe, ela murcha;
Se se colhe pica os dedos
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Isto que sinto por ti
Não sei que nome lhe dê.
Só sei que nunca senti
Um tão doce não sei quê!

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Sabes porque vivo triste,
Porque são tristes meus dias?
É porque sinto saudades
Das saudades que sentias!...
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Meu amor, os teus segredos
Não os contes, não os digas:
Havia menos enredos
Se houvesse menos amigas.
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Dizes que o amor é pecado?!
Um pecado?! Que heresia!...
Se o amor não fosse virtude,
A virtude, o que seria?!
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Se tu fores a Coimbra,
Vê bem o que vais fazer:
São muitos os doutorecos
Que mal sabem escrever

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Se o rio fosse passar
À tua porta, bem rente,
Para te ver um instante,
Ia deitar-me à corrente.
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A minha esp’rança mais cara
E em que pus todo o fervor,
Não sei agora onde pára,
Onde pára o meu amor!
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O amor e o desamor
Nasceram na mesma rua
São filhos do mesmo pai
E moram na mesma rua.
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Esta noit choveu papas,
Ó moças trazei colheres...
Quem quiser ouvir mentiras
Chegue-se ao pé das mulheres

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A esperança deve ser tida
Sempre na vida por norte,
E até para além da vida,
Que há vida para além da morte
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Bendita e louvada seja
A paixão do Redentor
Que para nos livrar das culpas
Morreu por nosso amor.
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